The famous banana beach on the beautiful

MISSÃO, VISÃO, VALORES E PRINCÍPIOS ESTRATÉGICOS DA USTP

Foco. Integração. Aplicabilidade.

 A missão e fins da USTP


Os estatutos da USTP definem de um modo claro a missão e fins da Instituição - como centro de criação, difusão e promoção da cultura, ciência e tecnologia, articulando o estudo e a investigação, de modo a potenciar o desenvolvimento humano, como factor estratégico do desenvolvimento sustentável do país.


A USTP prossegue ainda

(i) a promoção do desenvolvimento humano na sua integralidade, relevando as dimensões científica, técnica, ética, social e cultural, e tendo por paradigma a busca incessante de padrões elevados de qualidade;

(ii) o fomento de actividades de investigação fundamental e aplicada que visem contribuir, de forma criadora, para o desenvolvimento do País;

(iii) a promoção da capacidade empreendedora da sociedade santomense, contribuindo para a capacitação dos recursos humanos nas áreas prioritárias do desenvolvimento;

(iv) a prestação de serviços diversificados à comunidade, numa perspectiva de valorização recíproca;


(v) o desenvolvimento do intercâmbio científico, técnico e cultural com instituições de investigação e de ensino superior, nacionais e estrangeiras;

(vi) a contribuição para o desenvolvimento da cooperação internacional e para a aproximação entre os povos, designadamente nos domínios da educação e do conhecimento, da ciência e da tecnologia;


(vii) a contribuição para a modernização do sistema educativo santomense a todos os níveis, designadamente através da pesquisa, adopção e disseminação de novas metodologias de ensino e de promoção do conhecimento, tirando partido das Tecnologias de Informação e Conhecimento (TIC).


Circunstâncias de realização da missão e fins


A prossecução da missão e fins da USTP é regulada pela evolução do quadro político-legal do ensino superior em S. Tomé e Príncipe e, ainda, a realidade socioeducativa e económica nacional.


Estes factores, de natureza exógena, coexistem, na definição dos caminhos a seguir pela Universidade e nos modos de os percorrer, com a visão e a ambição próprias da comunidade que a USTP representa.


São hoje reconhecíveis tendências, em múltiplos contextos nacionais, para a generalização do ensino superior, como resposta a necessidades social e economicamente determinadas de aumentar o nível de qualificação das pessoas, para a melhoria da qualidade das acções desenvolvidas nos vários vectores de missão da universidade, com expressão mais visível em acções de auditoria e monitorização e na avaliação do desempenho, e para a adopção de lógicas de internacionalização, como condição de afirmação da relevância das instituições, tudo isto num quadro da transparência e diminuição das contribuições financeiras do Estado, que suscita a busca de fontes de financiamento alternativas.


Tais tendências, que são configuradas por e são factor das políticas inovadoras de educação, ciência e que encontram acolhimento no quadro político-legal do ensino-superior no País, surgem associadas a uma crescente lógica moderna de regulação externa, de escrutínio e de prestação de contas, com expressão mais visível em acções de auditoria e monitorização e na avaliação do desempenho, que, por sua vez, induzem práticas de planeamento cada vez mais detalhado, aos diversos níveis da organização.


Em síntese, tal USTP como as múltiplas instituições universitárias espalhadas encontram-se numa tensão forte entre o aprofundamento da sua autonomia institucional, organizacional, financeira, de gestão de recursos humanos e académica, e um enquadramento regulador complexo e multifacetado.


REFLEXÃO ESTRATÉGICA


Quando as Organizações procuram estratégias inovadoras, fazem-no após uma reflexão profunda e amadurecida sobre o que se pretende alcançar e a melhor forma de o conseguir. O tamanho e a complexidade das Organizações condicionam a profundidade da reflexão e o tempo de amadurecimento necessários para que a estratégia seja concebida e, tão ou mais importante, seja compreendida e operacionalizada.


Pelas razões aduzidas, a definição de uma estratégia para uma Organização exige ideias claras, conhecimento das forças e fraquezas da instituição, capacidade para agarrar as oportunidades e antecipação das potenciais ameaças a que poderá estar sujeita. As Organizações não vivem isoladas, mas sim inseridas num contexto mais global, razão pela qual a definição da sua estratégia deverá sempre ser acompanhada de uma análise comparada e ter associada uma análise de risco. Facilmente se conclui que a experiência, o conhecimento e a planificação são elementos absolutamente determinantes para a definição de uma estratégia vencedora.


Por mais bem definida que uma estratégia seja, ela estará sempre condenada ao fracasso se a sua operacionalização não for devidamente implementada e, por melhor que uma definição estratégica seja concebida, ela só terá sucesso se for implementada com as pessoas e não para as pessoas.


As pessoas que fazem parte de uma Organização são, por isso, a componente mais importante da estratégia adoptada. E todas as pessoas são importantes para que se atinja o sucesso de uma Organização. É por isso que as pessoas devem ser ouvidas, valorizadas, e informadas. Se cada um se sentir parte da estratégia, então a força do colectivo sairá reforçada.


MISSÃO

A forma como a Universidade de S. Tomé e Príncipe se posiciona em relação ao mundo em seu redor implica que ela própria tenha uma organização interna que lhe permita cumprir a sua missão. Resulta claro da leitura dos Estatutos da USTP que ela é um centro de criação, difusão e promoção da cultura, ciência e tecnologia, articulando o estudo e a investigação, de modo a potenciar o desenvolvimento humano, como factor estratégico do desenvolvimento sustentável do país. (número 1 do artigo 3.º dos Estatutos da USTP). Assim se depreende que a USTP desenvolve a formação de nível superior, a produção de conhecimento, e a transmissão e difusão desse conhecimento para a sociedade.


Sem grande surpresa, a formação de nível superior associamos ao Pilar do Ensino. Não se prestando a equívocos, é talvez o Pilar de Missão mais solidamente ligado aos primórdios da universidade. Acontece que num mundo em constante mudança, o Ensino enfrenta actualmente desafios enormes, quer no que respeita à introdução de novas metodologias, onde as tecnologias da informação jogam um papel decisivo, mas também porque vivemos um tempo onde as profissões tendem a desaparecer e a dar o seu lugar a oportunidades de trabalho onde as competências de cada pessoa são individualmente aferidas, sendo que a sua aquisição não resulta necessariamente de um trajeto académico comum (ou curso).


A produção de conhecimento é também um Pilar de Missão que não oferece dúvidas. Na universidade moderna produzir conhecimento é o que realmente tem feito a diferença. As universidades onde a produção de conhecimento é mais intensa e internacionalmente reconhecida, são também as mais prestigiadas e que angariam mais financiamento. Por isso o Pilar da Investigação & Inovação é estratégico para que as universidades assumam um papel absolutamente decisivo enquanto agentes dinamizadores da sociedade, transformando a vida dos indivíduos, e impulsionando áreas como a educação, a ciência e tecnologia, a cultura, o desporto, a economia, a justiça e a saúde, entre outras.


A transmissão e difusão do conhecimento para a sociedade é, nos dias que correm, uma prioridade para qualquer universidade que se queira posicionar entre a elite. Sucede que a designação adotada para este Pilar de Missão revela muito daquilo que é o posicionamento da universidade relativamente à sociedade civil. Uma universidade que pretende ser aberta e global deve aceitar como Pilar de Missão os Desafios Societais, sendo que esta escolha subentende uma partilha do conhecimento e uma vontade de responder a problemas que são preocupações para a sociedade, tal como preconizado pela Agenda 2030 das Nações Unidas.


Assim sendo, o Ensino, a Investigação & Inovação, e os Desafios Societais devem ser considerados como os Pilares de Missão nucleares que, no seu conjunto, constituem a força motriz da Universidade de S. Tomé e Príncipe.


Adicionalmente, tendo nós a ambição de ser uma universidade de investigação (e, por via disso, global), é inevitável que a internacionalização deva constar uma das nossas prioridades. A Internacionalização deverá ser, precisamente por isso, um Pilar de Missão que, não sendo nuclear per si, deverá cruzar os restantes Pilares de Missão se queremos uma USTP com maior reconhecimento internacional.


Considerando a visão estratégica expressa nos parágrafos anteriores, defendo a existência de três Pilares de Missão nucleares (Ensino; Investigação & Inovação; Desenvolvimento institucional e Desafios Societais), a que se soma um outro (Internacionalização) que os intersecta perpendicularmente.


Pilares de Missão da USTP.


Ao assumirmos que a Universidade de S. Tomé e Príncipe tem de se posicionar a nível global como uma universidade de investigação, esta escolha tem naturalmente implicações na estratégia que se desenha para caminhar nesse sentido.


Ao considerarmos três Pilares da Missão nucleares, poderíamos perfeitamente imaginar o desenvolvimento de três áreas paralelas com um objectivo comum que preencheria a Missão da USTP. Sucede que a forma como eu visualizo o caminho a seguir para podermos afirmar a USTP como uma universidade de investigação necessita de uma aproximação matricial dinâmica. Assim sendo, em lugar de olharmos para três colunas separadas e que seriam representativas dos Pilares da Missão nucleares, proponho isso sim que procuremos construir a figura geométrica em que intuitivamente pensamos se quisermos criar interação entre os Pilares da Missão nucleares: o triângulo. Mas este triângulo deverá ser equilátero.

Assumindo a missão da USTP tal como ela aparece descrita nos seus próprios Estatutos, a única nota relevante é que o vértice superior é ocupado pela Investigação & Inovação. Repare-se que o triângulo é equilátero, (o que é condição de manter o equilíbrio entre os Pilares de Missão) e que tanto o ensino como os Desafios Societais se constituem como parte de actividade nuclear da USTP (Pilares de Missão).

Puxando pelo vértice superior (Investigação & Inovação), e como estamos a falar de um triângulo equilátero, estaremos inevitavelmente a puxar os outros dois (Ensino e Desafios Societais) na mesma medida. Por outro lado, fortalecendo o Ensino ou os Desafios Societais, os outros dois (sendo um deles necessariamente Investigação & Inovação) sairão igualmente beneficiados (materializando a aproximação matricial que me referi anteriormente).

Fica assim claro que eu não preconizo (nem acredito) numa estratégia focada na investigação sem que, adicionalmente, não tomemos também medidas concretas para melhorar o Ensino e sermos mais capazes na resposta a dar aos Desafios Societais.

A produção de conhecimento de elevada qualidade influencia o processo educativo e aumenta a nossa capacidade de partilhar conhecimento com a sociedade, respondendo assim aos problemas que são de todos e de cada um de nós.